Fundada a 29 de março de 1549 por Tomé de Sousa, Salvador nasceu já como cidade e como capital, por ordem de D. João III, que pretendia instalar no Brasil um governo-geral capaz de coordenar as capitanias dispersas. Antes disso, o território era habitado pelos tupinambás e havia recebido, em 1536, um pequeno arraial fundado pelo donatário Francisco Pereira Coutinho, nas imediações da atual Ladeira da Barra. O desenho urbano seguiu o modelo das cidades costeiras portuguesas e adaptou-se ao relevo acidentado, dando origem à divisão entre Cidade Alta, sede do poder civil e religioso, e Cidade Baixa, onde se concentravam o porto e o comércio. Durante mais de dois séculos, Salvador foi o centro administrativo da América portuguesa e um dos portos mais movimentados do Atlântico, ligado a Portugal e a África pelo comércio do açúcar e pelo tráfico de pessoas escravizadas, cuja herança marcou profundamente a identidade da cidade. Resistiu às invasões neerlandesas de 1624 e de 1638, foi palco da Conjuração Baiana, em 1798, e da Revolta dos Malês, em 1835, e acolheu a corte portuguesa em janeiro de 1808, quando D. João VI decretou ali a abertura dos portos. Perdeu o estatuto de capital para o Rio de Janeiro em 1763, mas manteve o seu peso cultural intacto, e em 1985 a UNESCO classificou o seu Centro Histórico como Património Mundial.
Salvador é o coração da cultura afro-brasileira e reúne uma das maiores populações de ascendência africana fora do continente africano. Essa herança está no candomblé e nos seus terreiros, na língua iorubá reconhecida como património imaterial do município, na capoeira, no samba de roda e nos tambores que atravessam os bairros ao entardecer. Está também à mesa, com o acarajé preparado pelas baianas, o vatapá e a moqueca de dendê. Reconhecida pela UNESCO como Cidade da Música, a cidade vive de ritmos que nasceram nas suas ruas e conquistaram o mundo.
Percorrer logo de manhã as ladeiras do Pelourinho ao som dos ensaios de percussão, subir no Elevador Lacerda para ver a Baía de Todos os Santos do alto e acompanhar o pôr do sol junto ao Farol da Barra são pontos de partida naturais. Vale ainda experimentar uma aula de capoeira com um grupo local, aprender a preparar uma moqueca com cozinheiras da região, navegar até às ilhas da baía, conhecer ateliês de artesãos no bairro do Rio Vermelho e guardar uma manhã inteira para as águas calmas de Itapuã e de Stella Maris.
O Centro Histórico, classificado pela UNESCO, reúne o Largo do Pelourinho, o Terreiro de Jesus e a Igreja de São Francisco, cujo interior é inteiramente coberto de talha dourada. Na Cidade Baixa ficam o Mercado Modelo e a Igreja do Senhor do Bonfim, envolta em fitas coloridas. Junto ao mar destacam-se o Forte de Santo Antônio da Barra, com o seu farol histórico, e o Dique do Tororó, com as esculturas de orixás sobre a água. Já o Parque do Abaeté, em Itapuã, guarda uma lagoa de águas escuras rodeada de dunas brancas.
O ano soteropolitano começa com a Lavagem do Bonfim, na segunda quinta-feira de janeiro, quando milhares de baianas vestidas de branco sobem em cortejo até à igreja. A 2 de fevereiro, o Rio Vermelho enche-se de oferendas na Festa de Iemanjá. Entre fevereiro e março chega o Carnaval, apontado como a maior festa de rua do mundo, com trios elétricos e blocos afro. Junho traz os festejos juninos e, a 2 de julho, a cidade celebra a Independência da Bahia. Dezembro fecha o calendário com a Festa de Santa Bárbara, a 4.
Salvador tem clima tropical húmido e quente durante todo o ano, com temperatura média anual próxima dos 26 °C. As mínimas raramente descem abaixo dos 21 °C e as máximas rondam os 30 °C nos meses mais quentes, entre dezembro e março. A brisa constante do Atlântico torna o calor bastante mais suave, sobretudo junto à orla. O período de maior precipitação vai de abril a julho, com chuvas fortes mas em geral passageiras, que abrem espaço para o sol no mesmo dia. De setembro a março os dias são mais secos e luminosos.
Salvador tem aeroporto internacional próprio, que recebe voos vindos da Europa e ligações diretas em determinadas épocas do ano, além de conexões muito frequentes através de São Paulo, do Rio de Janeiro ou de Recife. Do aeroporto até ao centro vão cerca de trinta quilómetros, percorridos de metro, de autocarro ou de transfer privado. Por terra, a cidade está ligada ao resto do país pelas rodovias BR-324, BR-101 e BR-116, com terminal rodoviário para longas distâncias. A Discover Brasil ajuda com todos os detalhes.
Salvador espera por si com música nas ruas, história em cada ladeira e o mar sempre à vista. Descubra as experiências que a Discover Brasil preparou neste destino e reserve já a sua próxima viagem.
